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Como você pode perceber, essa lista é bastante pessoal, apesar do meu esforço em tentar argumentar, usando elementos sonoros. Também influencia momentos, pessoas e sentimentos. É claro tudo isto não poderia terminar diferente. 




5 - Beirut - A Candle's Fire
Concordamos que a música não rejuvenesce. Certo? A música deles discorda, a música rejuvenesce a mente, a alma, o ser e não o físico. Podemos ser apenas cadáveres ainda vivos, porém nossas memórias serão eternas em nós, em velhas fotografias, e em músicas. Beirut sabe juntar memória com saudade, e transformar tanta coisa aparentemente velha em algo novo, mostra os dois lados da mesma moeda. A saudade e a juventude. A Candle´s Fire ao meu ver fala de algum tipo de esperança. E que se manifeste os desesperançosos!



4 - Friendly Fires - Skeleton Boy
Já entrando no universo indie alternativo. Lá vem o Rezinho colocando todos os leitores num balaio chamado "Indie alguma coisa". Que tal deixar de lado as rotulações? Alegria e tristeza. Eu escolho alegria. Afinal Friendly Fires por hora, neste som, fala exatamente de esquecer a tristeza e curtir o momento. E quem não gostaria de fazer ou conseguir fazer isto quando a tristeza de algo ruim te persegue?
   


3 - Mallu Magalhães - Sambinha Bom
considere-me louco e velho ou velho e louco em falar que amo Mallu Magalhães, mas ignorante mesmo quem não reconhece seu processo de amadurecimento. E nisto eu me comparo a ela. já falando da música Um timbre tranquilo, uma voz jovial, alegre... Sem falar que ser a amada do Marcelo Camelo não é pra qualquer um. eu poderia colocar o CD "pitanga" inteiro neste poste, mas vai a minha favorita e com poucas notas.



2 - Marceloo Camelo - Saudade
É justamente nas referências que moram os acertos e também os pontos fracos do trabalho. Ao se aproximar de uma sonoridade leve que embala a tristeza de um Marcelo Camelo, só declarações de amor em sua fase pós-Los Hermanos, e quem não tem saudades?



1 - The Killers - Carry Me Home
Acredito que se tivessem começado sua carreira nos anos 80. Chuto eu; seriam a Madona dos dias atuais; Sempre pensando na estética e referências que marcaram a década de 1980, a banda passa longe de incorporar aquilo que artistas do "balaio indie" tentam. Acredito que isto explica tanto talento ="just Be" é o lema. Carry me home é a minha queridinha, meu diamante musical.


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Ontem à noite dediquei a minha insônia ao passado. Revivi todos os meus passos, todas as minhas fases, todos os elementos que fizeram eu chegar até o dia de ontem. Descobri que a minha memória não estava assim tão ruim quanto eu imaginava. Descobri que o cérebro humano guarda mais histórias do que se possa contar.
E foram tantas. Tantas cidades e casas diferentes e até a mesma cidade e a mesma casa, com histórias completamente distintas. Cada época, recheada de bons e maus momentos, guardo nesta caixa de memórias, que talvez ninguém jamais conheça, além de mim.
Para quem fez parte de cada época, uma sensação que deve ser diferente da minha. Nunca imaginei que, em apenas 26 anos, tantas passagens poderiam ser registradas. Foi uma espécie de regressão consciente, que me mostrou o quanto mudei e o quanto ainda permaneço o mesmo em alguns detalhes.
Hoje uma amiga me disse, mas não com estas palavras: “Re, você ainda é o mesmo menino inseguro de sempre.” Sim, sempre fui inseguro e ainda sou. Sempre andei em um chão muito frágil que, se quebrado, leva à rejeição. Hoje um amigo me disse, mas não com estas palavras: “Rejeição é um gosto amargo que experimento todos os dias.” Ah, cara, eu também!
Já experimentei de tudo ou quase tudo e, por vezes, me sinto um titio doido, todo atrapalhado (sempre!!), sem saber como levar a vida. Mesmo assim, a levo nos ombros e guardo os melhores momentos nesta sala de cinema que chamam de cérebro. De quando em quando, encanto; de quando em quando, desencanto.
Assim como não julgo bem algumas pessoas, também não sou bem julgado. Não sei o que as pessoas guardam sobre mim. Tentei sempre ser melhor, mas nem sempre consegui. Ao longo de um quarto de século de vida, passei por alguns pecados capitais. Uns fui deixando de lado pouco a pouco; outros não conheci; e alguns ainda me acompanham.
A gula ainda é uma malvada persistente, a avareza não conheço, a luxúria teve o seu capítulo, a ira surgiu intensamente algumas vezes, a inveja também, a preguiça não se cansa de bater ponto e a vaidade chegou neste ano - loucona reivindicando seu lugar ao sol de 2013. Ela já veio outras vezes mais sutil, mas desta vez chegou exclamativa.
No final sempre achei o passado o máximo, porque ninguém é sem passado. Ele não está confinado em museus ou antiquarios: o passado é o que te fez, é o que você é. Quem eu sou? Não sei. Esta pergunta é filosófica e capricorniana demais para quem não queria falar de si mesmo, mas falou. Ah, vaidade. Você por aqui outra vez?!

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